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MEMÓRIA(S) À PROCURA DE LUGAR
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MEMÓRIA(S) À PROCURA DE LUGAR

MEMÓRIA(S)
À PROCURA DE LUGAR
Rua de Olivença 54, Porto | 4 de abril a 2 de maio de 2026

Sinopse
Memória(s) à procura de lugar é uma exposição que retrata a Herança Difícil (Macdonald, 2009) do passado fascista e colonialista português, a partir de um trabalho realizado com dez testemunhos da resistência antifascista no Porto. O projeto propõe uma visão holística entre o papel do testemunho oral e o tratamento da cultura material desta memória coletiva, no qual cada um dos resistentes antifascistas conta um episódio da sua luta contra a ditadura partindo de um objeto escolhido por si. A apresentação desta coleção participada assume uma função de mediação entre as suas experiências e públicos mais jovens. A partir da apresentação destes objetos-memória, o objetivo é desafiar novos diálogos intergeracionais que encontrem num espaço como o Museu uma oficina desobediente de ativismos em defesa da Liberdade, da Democracia e dos direitos conquistados com a Revolução do 25 de Abril de 1974.
Esta exposição está inserida no trabalho de doutoramento intitulado “Memória e Projeto: subsídios para um museu ativista do antifascismo no Porto”, do 3.º ciclo em Estudos do Património, vertente Museologia, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, da autoria de Luís Monteiro.

Memória Descritiva
Esta investigação assenta no objetivo de elaborar uma proposta para a patrimonialização da memória coletiva do antifascismo no Porto, assumindo-se como objeto de estudo as heranças difíceis dos ex-presos políticos na sede da PIDE/DGS. A investigação organiza-se em torno dessas memórias enquanto ferramenta de defesa dos valores democráticos e enquanto testemunhos constituintes de um projeto para uma ideia de museu ativista. O desenho metodológico baseia-se numa perspetiva transdisciplinar que combina as áreas da Museologia, da Historiografia – em particular, da História Oral – e da mais recente teoria crítica sobre Políticas da Memória. Os objetivos são: recolher testemunhos de ex-presos políticos e trabalhá-los enquanto registos de história oral; constituir uma coleção documental e material para um possível Museu da Resistência na cidade, através de um processo participativo com ex-presos políticos e organizações não governamentais dedicadas à temática; propor uma exposição que explore, simultaneamente, os conceitos de “heranças difíceis” e “museu ativista”.
No sentido de constituir uma coleção material e documental que construa um discurso sobre as heranças difíceis da resistência ao fascismo na cidade do Porto, aponta-se como mote para esse desígnio uma colaboração com a comunidade. Para esta operação, opta-se pela escolha do Movimento Cívico “Não Apaguem a Memória (NAM) e a União dos Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP) enquanto associações representativas dos ex-presos políticos. Nesse sentido, esta tarefa servirá para constituir uma possível coleção para o museu, acedendo a “objetos com memória” de ex-presos políticos, selecionando documentos de arquivo que, no seu conjunto, construam um discurso que preserve as heranças difíceis do período do Estado Novo.
Através dos testemunhos de História Oral recolhidos e da coleção constituída, torna-se possível e desejável a organização de um evento público que se materialize na produção de uma exposição temporária, na cidade do Porto. A sua conceção e concretização assentará num modelo comunitária extensível desde a constituição da coleção à montagem da exposição. A concretização deste objetivo assume uma praxis museológica que entende o seu ofício, não apenas “com”, mas acima de tudo “pela” comunidade, no caso, a comunidade portadora das mencionadas heranças difíceis, o que permite igualmente acionar a noção de museu enquanto zona de contacto (Clifford, 1997) e oficina de ativismos.

Data e Local
4 de abril a 2 de maio de 2025 | Rua de Olivença, 54. 4000-369 Porto

Equipa
Curadoria: Luís Monteiro
Comissão Científica: Alice Duarte
Projeto Expositivo: Alunos da EASR, Nuno Sanches e Tiago Ramos
Grafismos: Rafael Medeiros
Vídeo: Catarina David
Sonoplastia e Multimedia: Gonçalo Ferreira e Hugo Guia
Participam com objetos-memória nesta exposição: Alexandre Alves Costa; Cristina Cartaxo; Jorge Carvalho (Pisco); José Machado Castro; José Pacheco Pereira; Júlio Gago; Manuel Matos Fernandes; Manuela Juncal; Manuela Monteiro; Milice Ribeiro dos Santos; Sérgio Valente
Agradecimentos: Alice Semedo; Ana Isabel Augusto; André Almeida; Carlos Maia; Frederico de Moura e Sá; Inês Homem de Melo; Inês Marinho; Luís Filipe Fernandes
Coleção Participada: Lista de Objetos-Memória
Jorge Carvalho – caixa de fósforos da prisão (15x4x2 cm)
Manuela Juncal – Bilhete de Identidade Falso clandestino (Tamanho a6)
José Machado de Castro – Ficha da PIDE (Tamanho a4)
Sérgio Valente – Fotografia do dia 1.º de Maio (Tamanho a2)
Milice Ribeiro Santos – Vinil do Maio de ‘68 (Tamanho de um postal a6)
Manuela Monteiro – Gestetner 230 duplicadora de comunicados (máquina de 70 cm largura x 80 cm altura x 65 cm comprimento)
Alexandre Alves Costa – Fotografia do campesinato alentejano dos anos 60 (Tamanho a4)
Júlio Gago – Documentos do Teatro Experimental do Porto no final dos anos 60 (tamanho a3 cartaz)
Manuel Matos Fernandes – Panfleto dos protestos estudantis de 1973 no Porto (Tamanho a5 e a4)
José Pacheco Pereira – Mapa desenhado à mão para reunião clandestina (tamanho a3)

Parceiros
Fundação para a Ciência e a Tecnologia, IP
Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória
Comissão Comemorativa dos 50 Anos do 25 de Abril
Lino Espaço Cultural

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