
Local:
Data início:
Data fim:
Horário:
Organização:
Grupo de Investigação Associado
Tipo de Evento:
CEM - Cultura, Espaço e Memória, n.º 23_chamada de artigos
CHAMADA DE ARTIGOS
CEM – Cultura, Espaço e Memória, n.º 23
N.º 23, 1.º semestre de 2027
Dossiê temático: «Ex-votos»
Editores do dossiê temático: Ana Cristina Sousa (CITCEM-FLUP), José Cláudio Oliveira (UFBA)
A DATA LIMITE PARA SUBMISSÃO DE PROPOSTAS É 31-12-2026.
OS AUTORES DEVEM IDENTIFICAR O NÚMERO DA CEM NO NOME DO FICHEIRO WORD DO ARTIGO.
A CEM tem um novo template em word editável a ser usado pelos autores que submeterem artigos à revista. Apelamos aos autores que cumpram com rigor as Instruções para autores e formatem o texto do seu artigo no documento que fornecemos para o efeito. Existe um template para os artigos do dossiê temático e da secção Vária e um outro para recensões e notícias. Os mesmos podes ser descarregados na plataforma OJS em Instruções para Autores > Estrutura do manuscrito. Disponível em: https://ojs.letras.up.pt/index.php/CITCEM/citcem. Não serão aceites artigos que não cumpram esses critérios.
O CITCEM – Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória convida ao envio de propostas de artigos para a Revista CEM – Cultura, Espaço e Memória n.º 23-2027, subordinada ao tema ex-votos. O volume enquadra-se no campo de ação do grupo de investigação do CITCEM Património Material e Imaterial.
O ex-voto constitui uma realidade ímpar de comunicação, história, arte e sociedade, deixada à margem da investigação durante décadas. Como suporte de devoção, percorre todos os tempos, desconhece fronteiras e é partilhado pelas mais diversas culturas. Até aos séculos XV/XVI era também transversal, na Europa, a todos os grupos sociais, tendo sido, a partir de então, combatido pelas elites e recolhendo-se, em parte, à esfera popular. As matérias utilizadas na sua execução são praticamente ilimitadas, circulando entre a natureza perene ou efémera, universal ou específica de um lugar, de longo uso ou própria da contemporaneidade: metais, madeira, osso e marfim, cerâmica, cera, tecidos, plástico, fotografia, pão e outros bens alimentares. Todas têm em comum, no entanto, uma plasticidade que as aproxima e que permite moldar com facilidade os modelos e/ou reciclar a própria matéria. As formas são infindáveis, adaptadas à sensibilidade, desejo e necessidade de cada crente, distinguindo-se as anatómicas que, nas palavras de Didi-Huberman, revelam a «insensibilidade formal a toda a afirmação de estilo» (2016, p. 16). Esta diversidade torna o ex-voto atrativo para as mais diversas áreas de conhecimento que se têm aberto, nos últimos anos, a este vastíssimo campo de saber. Os etnólogos contam-se entre os primeiros que lhe reconheceram o devido valor, secundados pelos historiadores, antropólogos, comunicólogos, sociólogos, arqueólogos e mais recentemente historiadores da arte, da ciência da informação, museologia, conservação e restauro, etc.
Apela-se, neste sentido, a contribuições sobre o estudo do ex-voto na longa diacronia e num amplo contexto geográfico. Valoriza-se, igualmente, abordagens que analisem esta temática senza tempo e senza spazio de um ponto de vista pluridisciplinar, apoiadas em diferentes metodologias, campos de atuação e olhares em torno deste universal objeto de estudo.

