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Páginas a&b Arquivos e Bibliotecas – 3ª série. nº 24 (2025)
Neste número, temos, a abrir, um estudo muito interessante, de Freitas, Gomes e Souza, que nos dá conta da contribuição de ilustres especialistas europeus e americanos para a afirmação da CI no Brasil, historial que ajuda a conhecer melhor os fundamentos epistemológicos da área e a sua evolução.
Segue-se um conjunto de cinco artigos, que exploram temas da área dos arquivos, desde a participação dos cidadãos nos arquivos municipais portugueses (Alvim e Patrício) até à regulamentação legal dos arquivos comunitários no Brasil (Rangel), passando por aspetos mais técnicos, como a classificação (Sousa), a avaliação e a seleção (Santos e Afonso) e a gestão de riscos(Menezes). A esses trabalhos somam-se ainda mais dois com estreita relação com os arquivos, um sobre questões do acesso público à informação (Arcanjo e Pinto) e outro sobre a preservação de acervos pessoais (Lima).
As relações entre informação, memória e poder são objeto de análise nos textos de Veronez Júnior, Lichucha e Teixeira, que abordam dimensões políticas, sociais e institucionais dos arquivos, e de Sousa, Maramarque, Dal’Evedove e Santos, que discutem o papel da Biblioteconomia contra o “epistemicídio”, com enfoque no caso da Palestina.
Temos, depois, três trabalhos que se centram na análise e recuperação de informação de documentos menos comuns e que habitualmente não são objeto de interesse. Trata-se das “histórias em quadrinhos” (Bim e Tolare), das “partituras de flauta” (Aranha, Costa e Redigolo) e do “graffiti urbano” (Lira, Pajeú e Salceo), que pelas suas especificidades colocam problemas interessantesde tratamento, preservação e recuperação da informação.
Igualmente desafiadores são os problemas de indexação de “obras narrativas de ficção” (Guimarães, Mafra e Cordeiro) e a elaboração de políticas de indexação para situações específicas, como o estudo de caso de autoria de Pessoa e Felipe, que pode servir de exemplo para outras situações análogas.
Temos ainda um tema da maior atualidade –a desinformação –, tratado por Silva, Figueiredo e Padilha, que procuram perceber até que ponto esta problemática é objeto de estudo em trabalhos académicos da área da Biblioteconomia.
A encerrar esta longa lista de artigos, publica-se, na secção a&b em aberto, um estudo de Pinto, Santos, Silva e Chaves, ainda bastante incipiente (utiliza uma pequena amostra de estudantes de uma unidade curricular), mas já com resultados interessantes, sobre os impactos do ensino a distância no tempo da pandemia de COVID-19, nomeadamente procurando analisar os sentimentos desses estudantes,que estiveram sujeitos a ensino remoto. Por fim, em Debate e Crítica, Borges oferece-nos uma recensão de uma obra sobre Parlamentarismo e Enciclopedismo, que é um convite à reflexão num tempo em que as democracias ocidentais se debatem com tantas ameaças e desafios.
