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Eventos: Congresso Internacional “A Revolta de Fevereiro de 1927 e a Resistência às Ditaduras: Perspetivas, representações, novas leituras”
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Local:

Porto, FLUP

Data início:

25/02/2027

Data fim:

26/02/2027

Horário:

Organização:

CITCEM/FLUP

Grupo de Investigação Associado

Pessoas, Mercados e Políticas

Tipo de Evento:

Congresso

Congresso Internacional “A Revolta de Fevereiro de 1927 e a Resistência às Ditaduras: Perspetivas, representações, novas leituras”

CALL FOR PAPERS
CONGRESSO INTERNACIONAL
25-26 fevereiro 2027, Porto (FLUP)

A Revolta de Fevereiro de 1927 e a Resistência às Ditaduras: Perspetivas, representações, novas leituras

Em 3 de fevereiro de 1927, volvidos apenas nove meses sobre o 28 de Maio de 1926, eclodiu no Porto a primeira grande revolta contra a Ditadura Militar em Portugal. Unidades militares e setores civis mobilizaram-se na cidade com apoio de algumas guarnições do norte do país, numa tentativa de derrubar o novo regime e restaurar a legalidade constitucional republicana. A rebelião foi secundada em Lisboa no dia 7, quando o Porto capitulava, e em outras localidades, sendo derrotada após combates intensos e forte repressão, o que consolidou o regime e marcou a sua evolução política.  A Revolta de Fevereiro assumiu um carácter simultaneamente militar e popular e inaugurou o ciclo de iniciativas insurrecionais, geralmente associado ao conceito de reviralhismo.

Afetado por prisões, deportações, exílios e clandestinidade, num ambiente de controlo e vigilância crescentes, o movimento oposicionista viu as possibilidades e os limites da sua ação profundamente condicionados, ensaiando formas diversas de sobrevivência e reorganização no interior e no exterior do país, gizando estratégias de redes de resistência em grupos informais nos mais diversos setores da vida nacional e buscando apoios internacionais.

O estudo desta resistência inicial à ditadura continua a suscitar novas questões historiográficas e a escorar-se em novas fontes (arquivos institucionais com acesso recente e arquivos particulares), pelo que importa revisitar a Revolta de Fevereiro, no momento do seu centenário, mas também repensar o tema numa cronologia mais alargada e num quadro mais amplo de análise das resistências à Ditadura Militar e ao Estado Novo.

De igual forma, interessa convocar uma reflexão transnacional e alargada em torno do tema maior das resistências às ditaduras no contexto do “curto século XX”. O estudo comparado das resistências permite compreender semelhanças e especificidades entre diferentes contextos autoritários. A análise de circulações, influências e transferências entre movimentos oposicionistas – no espaço europeu, atlântico e global – abre novas possibilidades de investigação sobre a história transnacional da luta contra as ditaduras.

A dimensão cultural e simbólica das resistências tem igualmente alcançado centralidade em estudos recentes. Literatura, imprensa cultural, artes visuais, teatro, música e educação, entre outros, constituíram espaços fundamentais de contestação, preservação de memórias alternativas e construção de identidades políticas. Estas formas de resistência cultural contribuíram para a manutenção de horizontes democráticos em contextos de repressão prolongada e desempenharam um papel crucial nos processos de transição política.

Partindo da Revolta de 1927, este Congresso pretende reunir investigadores/as nacionais e internacionais com vista à discussão das resistências às ditaduras, promovendo abordagens comparativas e interdisciplinares: incentivando o diálogo transnacional e entre a história (nas áreas política, social, cultural) e a ciência política, a sociologia histórica e os estudos militares e de memória.

Linhas Temáticas:

  1. A Revolta de 1927: atores, contextos e repercussões
  2. Agência e culturas de resistência – ampliação do quadro teórico, documental e metodológico
  3. Clandestinidade, exílio, redes transnacionais e ultramarinas
  4. Estratégias e indivíduos (civis, militares, mulheres) – percursos de vida
  5. Imprensa periódica e opinião pública
  6. Memórias, narrativas e usos do passado
  7. Resistência cultural e dimensão simbólica – Artes, Pensamento, Historiografia e Ciência
  8. Comparações internacionais e história global das resistências

Local: Faculdade de Letras da Universidade do Porto

Organização: CITCEM/FLUP (Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória)

Data: 25 e 26 de fevereiro 2027

Inscrições: 50 €; Estudantes: 25 €

Apresentações: português, inglês, espanhol

 


Prazos:

As propostas de comunicação devem ser enviadas até 5 de outubro de 2026 para o endereço congress.resistences.2027@gmail.com e devem incluir:

  • Título da comunicação
  • Resumo (até 300 palavras)
  • 3 palavras-chave
  • Breve nota biográfica (até 150 palavras)
  • Afiliação institucional e contacto

 

Notificação de aceitação até: 30 de outubro de 2026

Inscrição até: 20 de novembro de 2026

 

Comissão Organizadora:

Conceição Meireles Pereira

Sérgio Neto

Bruno Madeira

Daniel Soares Silva

Miguel Castro Brandão

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