Dentro de um quadro alargado, as seguintes linhas temáticas podem orientar as submissões:
I – Comunidades, instituições e espaços de conhecimento:
Casas de aprendizagem, escolas comunitárias, centros religiosos e espirituais, universidades, laboratórios, centros de artesanato, casas da memória, revistas, empresas e outras instituições, consideradas na sua pluralidade cultural e dentro de diversos ambientes educativos e de formação.
II – Conhecimento local, indígena e comunitário:
Epistemologias indígenas, conhecimento tradicional, conhecimento ecológico, tradições orais, transmissão intergeracional, entendidas como sistemas completos e autónomos de produção de conhecimento.
III – Conhecimento informal, prático e experiencial:
A aprendizagem enraizada na vida quotidiana, as sociabilidades profissionais, a aprendizagem situada (no campo, no trabalho, no mercado, na rua), os rituais, as artes performativas, as práticas artesanais e as culturas populares como formas de conhecimento.
IV – Mobilidades, encontros e fricções do saber
Circulação através de migrações, diásporas, rotas comerciais, fronteiras, encontros coloniais e pós-coloniais, intercâmbios transnacionais, redes familiares, itinerários espirituais e científicos e viagens, com ênfase nos intercâmbios, hibridações, conflitos e assimetrias.
V – Poder, Partilha e Contestação do Saber
Hierarquias, resistência, descolonização do saber, políticas de legitimação, disputas entre regimes epistémicos (científico, religioso, local, técnico), a emergência do trabalho intelectual e tensões entre o saber dominante e o subalterno.